12 de ago. de 2015

Conta em banco para estrangeiros no Brasil

No banco do Brasil

Informações sobre a conta - documentos

Abra sua conta

Agora que você já conhece todas as vantagens de ser um cliente BB, basta encaminhar a sua Proposta de Abertura de Conta Corrente* e aguardar o contato da Central de Atendimento Banco do Brasil.

É muito simples! Para enviar sua solicitação, preencha os dados solicitados no formulário eletrônico, siga as orientações e tenha em mãos:

Seu CPF;
Um documento de identificação (RG, Carteira de Estrangeiro, Passaporte, Carteira de Identidade Profissional ou Carteira Militar); e
Endereço completo de sua residência.
* O preenchimento da Proposta ora disponibilizada tem a finalidade de estreitar o relacionamento entre o Usuário e o Banco do Brasil, de modo a facilitar o início do procedimento para a abertura da sua conta de depósito nos moldes das Resoluções 2.025 de 24.11.1993 e 2.747 de 28.06.2000, ambas do Conselho Monetário Nacional. O correto preenchimento desta proposta e a legitimidade das informações/dados nela inseridas, são de responsabilidade do proponente a abertura de conta.

Mulheres cobram até R$ 40 mil para se casarem com estrangeiros no país


O repórter Francisco Regueira fala ao telefone com uma mulher de Guarulhos, São Paulo, que colocou este anúncio na internet: "Assunto: casamento com estrangeiro que queira obter documento".
A internet está cheia de anúncios assim: "Casamento por contrato", "Procuro estrangeiro para casamento e regularização de sua residência", "Não importa cor, raça, ou credo, é um negócio. O preço é a combinar".
Respondemos a esses anúncios. Para comprovar a fraude, o repórter se apresentou na mensagem como cidadão português, interessado em casamento com brasileira, para conseguir visto de permanência em nosso país.
"Sou português e moro no Brasil, no Rio de Janeiro. Estou interessado em permanecer por aqui", disse Chico.
Funcionou. Uma certa Vânia, de Guarulhos, respondeu à mensagem e marcou uma conversa por telefone.
"Eu estou precisando de dinheiro. Então é assim: é um negócio que eu quero fazer. É uma coisa , sim, que não é muito...muito legal? É. Mas você sabe, e eu sei, mas o mundo não precisa ficar sabendo disso, certo? ", disse Vânia.
Telefonamos para outras pretendentes. Ao todo, marcamos com cinco mulheres para discutir cara a cara a transação.
A convite do Fantástico, para mostrar como funciona esse esquema, um cidadão português nos acompanhou nos encontros. Ele se fez passar por estrangeiro interessado num casamento de fachada.
"Teve um monte de emails lá. Eu não respondi nenhum. Pra ninguém eu passei meu telefone, nada. Porque eu achei você muito educado", contou Fátima, de São Paulo.
"Três pessoas me ligaram já querendo", disse Vânia, de Guarulhos.
Marcamos os encontros. As mulheres tomam cuidados quando vão falar com um desconhecido na rua. A Valquíria foi ao encontro acompanhada de um rapaz.
"O risco que tem é o seguinte: tudo tem que ser feito no absoluto sigilo porque não é uma coisa legal", explicou Walquíria, de Salvador.
"O brasileiro é processado por falsidade ideológica. Porque não pode, entendeu? É um crime", explica Iná, de Curitiba.
"A Polícia Federal vai inspecionar de tempo em tempo na minha casa. A minha maior preocupação é essa", alertou Vânia.
"Vão querer ir na casa, ver se tem lá fotos, assim", revelou Iná, de Curitiba.
Já a Simone levou a irmã, que comenta o que a pessoa casada de forma fraudulenta deve fazer se a polícia aparecer: "Ele pode ter a vida dele. Só se procurarem ele, você fala: 'o meu esposo está em São Paulo trabalhando'".
"Ligam para algum parente para perguntar: 'Ah, realmente ele casou?'. Tem esses detalhes, para dar a permanência pro estrangeiro", disse Iná.
Fantástico: "Tem alguém da sua família que possa, por exemplo, comprovar isso?"
"Eu moro com o meu irmão aqui, que também é estudante. E daí tem que falar com ele mais ou menos, né?", explicou Iná.
E no cartório também é preciso fazer um teatro.
"Entrar de mão dada os dois, tem que usar aliança de noivo", explica Simone.
Segundo os conselhos da Valquíria, o falsio casal deve se conhecer como se fossem dois pombinhos apaixonados.
"Conversar mais, saber o que um gosta, o que gosta, o que gosta de comer, o que não gosta de comer, entendeu? Gosta de viajar, pra onde que gosta, essas coisas assim de hobbies, entendeu? O que mais irrita num, o que irrita no outro, sabe? Combinar essas coisinhas, sabe? Tanto eu sobre ele, quanto ele sobre mim, entendeu?", disse Valquíria.
É assim que a Polícia Federal atua para tentar desmascarar as farsas.
"Um policial se vale, às vezes, das pegadinhas, que são aquelas perguntas da vida rotineira de qualquer casal, que só um sabe responder sobre o outro. O hábito do cônjuge, a maneira de conviver, de dormir, horários. Uma série de perguntas sobre o cotidiano que devem ser feitas", afirmou o delegado da PF André Diniz.
Segundo dados do Ministério da Justiça, o número de estrangeiros legalizados no Brasil vem aumentando ano a ano. Em dezembro de 2010, havia menos de um milhão. Seis meses depois, em junho de 2011, o número pulou para quase 1,5 milhão, um aumento de cerca de 50%.
"O Brasil é um país de miscigenação, bem miscigenado. É um país que você não tem uma cara de brasileiro. Você tem o japonês, você tem o oriental, você tem o negro, o branco, o mulato, o pardo, então, essa miscigenação faz com que seja fácil você se passar por brasileiro. Então eu posso ter alguém vinculado a um grupo criminoso, vinculado a algum tipo de atividade terrorista que queira se passar por brasileiro então está iniciando o procedimento através de um casamento", ressaltou o advogado e professor de Direito Internacional.
Para se casar com brasileiro dentro da lei, o estrangeiro precisa apresentar uma série de documentos, que vão ser checados pelas autoridades. Como a declaração de que não foi processado ou condenado por crimes no Brasil ou no exterior e pelo menos mais quatro documentos. O Ministério da Justiça pode requisitar mais papéis se julgar necessário. As esposas de aluguel mostram que conhecem um pouco dessas exigências.
"Eu preciso da identidade, comprovante de residência e a certidão de nascimento só. No caso dele, ele precisa de todos esses documentos e precisa também do registro de solteiro de lá de Portugal", afirmou Valquíria.
Depois de dois anos de casado e residindo no Brasil, o estrangeiro pode pedir naturalização. Aí, o casal que fez a fraude pede o divórcio. A Simone oferece um ano a mais como brinde.
"É um casamento de dois anos. Eu só estou acrescentando um ano a mais se ele quiser", afirma Simone.
Antes da negociação chegar ao que interessa, algumas delas se antecipam dizendo que não querem nada além do combinado.
"Eu, por exemplo, não vou querer o que você tiver. Eu não vou querer, nem você. Sabe aquelas coisas? Isso a gente pode estabelecer em contrato, com advogado, tudo", afirmou Fátima.
"Como se fosse realmente verdadeiro, sabe? Só que a gente casa com separação total de bens", disse Valquíria.
E quanto custa esse casamento? Varia conforme a noiva.
"R$ 40 mil", respondeu Simone.
"Vamos ver se está no seu acordo. Se pudesse assim uns R$ 10 mil para me ajudar a resolver tudo", disse Fátima.
"Eu estimo um valor assim, acima de R$ 10 mil", contou Iná.
Fantástico: "R$ 4 mil é o seu cachê".
Vânia: "Tem cara cobrando R$ 10 mil. 50% e 50%, os R$ 4 mil. Eu não sou mercenária".
"Na hora que ela assinar no cartório, ele dá o dinheiro pra ela. Dá um cheque administrativo, alguma coisa, sabe? Para segurança de vocês, não precisar andar com dinheiro no bolso", disse Simone.
"R$ 20 mil. Esse valor que a gente está cobrando, mas se você for buscar e procurar, é muito mais caro. Tem pessoas cobrando R$ 30 mil, R$ 40 mil. Porque tem uns que realmente querem fazer dinheiro", respondeu Valquíria.
Por que ela diz 'a gente está cobrando'? Porque o rapaz que a acompanhou no encontro é o namorado de Walquíria.
"Vocês moram juntos? São marido e mulher?", perguntou o repórter.
"Só que a gente não foi no papel", respondeu o namorado.
Eles não se casaram no papel, porque os dois se oferecem para se casar com estrangeiros em troca de dinheiro. Para avançar na negociação, o nosso repórter disse que conhece uma portuguesa interessada em se casar no Brasil. O nome é fictício: Matilde. Na mesma hora a Valquíria e o namorado fecharam um pacote.
"Se eu for, um exemplo, casar com ela, a gente vai ter que fazer o mesmo procedimento", explica o namorado de Valquíria.
Valquíria: "R$ 40 mil".
São R$ 20 mil pelo casamento com ela e R$ 20 mil pelo casamento com ele. E a irmã da Simone, de Limeira, diz que também topa se casar por dinheiro.
"Quero. Estou cobrando o mesmo preço", diz a irmã de Simone.
Depois dos cinco contatos ao vivo, três mandaram emails reafirmando o interesse no casório de aparências.
A Fátima, de São Paulo, pede urgência para fechar o negócio.
A Valquíria quer saber o que nosso repórter achou da conversa em Salvador.
E a Iná, de Curitiba, fixou o preço do casamento em R$ 15 mil. Mas diz que espera uma contraproposta.
Já Simone e a irmã fizeram questão de nos levar ao cartório para pegar informações sobre os procedimentos.
Elas foram bem preparadas pra encenar a farsa. Levaram as alianças que tinham mostrado no primeiro encontro.
No cartório, uma funcionária nos deu informações sobre os procedimentos para casar. Depois, não encontramos as irmãs de novo.
E a Vânia, de Guarulhos, marca um segundo encontro para receber parte da primeira parcela de R$ 2 mil.
É a comprovação do golpe. E, ela ainda posou para imagens que ajudariam a enganar as autoridades. Depois desse encontro, ela ainda procurou o nosso repórter para continuar a transação. Mas nós não respondemos. Esse tipo de casamento é crime.
"O artigo 299 do Código Penal atribui a conduta de falsidade ideológica para este tipo de comportamento. Então se ele está omitindo ou inserindo informação falsa, e nesse caso ele está fazendo isso em um documento público, a pena é de um a cinco anos mais multa", afirmou Nilton Cesar Flôres, professor e advogado especialista em Direito Migratório.
"O estrangeiro que está clandestino no país ou irregular no país, a ele é imposta uma multa por estada irregular e ele é notificado a deixar o país, sob pena de deportação", destacou Izaura Miranda, diretora do Departamento de Estrangeiros - MJ.
"O amor é tudo de bom na vida", declarou Vânia.

Entre Brasil e Argélia... Entre l'Algérie et le Brésil

Group of brasilians and algerians...
Grupo para brasileiros e argelinos


algériens qui veulent aller visiter, travailler, étudier ou tout simplement vivre soit en Algérie ou bien au Brésil. Echange de ( culture, traditions, gastronomie, religions et languistique ) et le tous avec un grand respect.

Les conditions d'utilisation :
1/ Vos publications doivent pas sortir du thème principale ** Entre l'Algérie et le Brésil / Entre Argélia e Brasil **.
2/ Le respect entre les membres et pour le groupe.
3/ Le respect pour la culture et la religion de l'autre.
4/Ne pas publier des annonces stupide et qui ont un but politique, sexiste ou pornographique.
5/ Ne jamais critiquer les membres et les humilier.
6/ Vous pouvez inclure un lien sur votre publication si celui-ci donne plus informations.

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toute annonce ne respectant pas notre règlement sera supprimé.
Ainsi, tout membre ne respectant pas ces conditions seras supprimé dans l’immédiat et sans préavis.
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Troca de informações de grupo entre Brasil e Argélia que deseja visitar, trabalhar, estudar ou simplesmente viver ou na Argélia ou no Brasil. Intercâmbio (cultura, tradições, gastronomia, religiões, notícias e linguística) e tudo com muito respeito.

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1 / Suas publicações não deve deixar o tema principal ** entre a Argélia e o Brasil / Brasil e Argélia **
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Termo de responsabilidade e manutenção

Segue no link o pdf

REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
POSTO: _______________________________

TERMO DE RESPONSABILIDADE E MANUTENÇÃO

Eu, __________________________________________________________, __________________
 Nome Nacionalidade
_____________________________, _______________________nascido(a) em _____/_____/_____,
Estado civil Profissão Data de nascimento
em _____________________________________________________, residente e domiciliado(a) em
 Cidade, estado e país
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________,
 Endereço (rua, número, cidade e estado)
filho(a) de________________________________________________________________________,
 Nome do pai
e de _____________________________________________________________________________,
 Nome da mãe
portador(a) do passaporte nº ______________________ expedido em _______ /______ /______ pelo
 Nº do passaporte Data da emissão
________________________________________________, solicito visto permanente para o cônjuge
Autoridade expedidora
________________________________________________________________________________,
Nome do cônjuge
________________________, ________________________, nascido(a) em _____ /_____ /_____ ,
Nacionalidade Profissão Data de nascimento
em ______________________________ filho(a) de_______________________________________
 Cidade, estado e país Nome do pai
e de ________________________________________________________ portador do passaporte nº
Nome da mãe
____________________________ expedido em _______/_______ /______ pelo_______________.
Nº do passaporte Data da emissão Autoridade expedidora

Declaro, outrossim, que me comprometo, a assumir todas as responsabilidades de natureza
financeira, e de obtenção da documentação necessária à sua permanência no Brasil, ou por seu
retorno ao país de origem.

____________________________, _____de ______________de 2_____.
 Local Dia Mês Ano


_______________________________________________________________________
Assinatura


A assinatura do declarante deverá ser reconhecida pela Autoridade consular, cobrando-se os emolumentos previstos
na Tabela de Emolumentos Consulares.

7 de ago. de 2015

Mudanças

Olá pessoal, muito tempo (de novo) maaaaaas por uma boa razão. Estamos tentando melhorar o blog para poder voltar a ativa. Enquanto isso nos acompanhem nos grupos:

Grupo misto: https://www.facebook.com/groups/entreargeliaebrasil/
grupo exclusivo para as mulheres: https://www.facebook.com/groups/entreargeliaebrasilmulheres/

Logo logo voltaremos com tudo e com novidades...aguardem :)


20 de mai. de 2015

Super indicação - Ohh My Cakes

Porque aqui é assim, quando o negócio é top a gente indica....e esse é mais que top é TOP...
Essa por enquanto pro pessoal de Curitiba e região mas quem sabe inchallah (se Deus quiser) logo logo pertinho de todo mundo.
Ramadan chegando, ainda não tem aonde encomendar o seu doce para o suhoor ou iftar? Agora tem
Não é muçulmano mas curte um doce? Achou o seu lugar também...na Ohh My Cakes da queridíssima Monica, a chef patissier muslimah mais top de todas você vai encontrar uma gama enorme de doces e perdições, desde biscoitos, cupcakes, bolos em geral, bem casados, pão de mel e claro os nossos queridinhos doces árabes.
Vou deixar aqui a página no facebook, curtam e convidem o pessoal pra curtir também https://www.facebook.com/Ohhmycakesbr/timeline eu já aprovei, aprovei e até o Hamza diga-se de passagem, pois foi a Monica quem fez o bolo lindo pro Smash the Cake dele, que terminou desse jeito:





18 de mai. de 2015

Não morremos

Coff Coff Coff quanta poeira....tem alguém por aí? provavelmente não rs depois de meses de abandono eu também não estaria.
Pois bem vim para dar notícias...não, não morremos e não, não nos separamos/divorciamos/entramos em crise ou descobrimos que fomos usadas e abusadas kkkk (ao contrário do que muuuuuita gente que conhecemos gostaria) enfim, sumimos pela correria mesmo. Novidades não faltam, o que falta é tempo de conseguir vir postar.
A Ana anda correndo com o trabalho, fim de faculdade, e possível mudança de país e eu trabalhando em casa e o dia interio correndo atrás do Hamza que já completou 1 ano (sim o tempo passa, o tempo voa) e já está andando e escalando nos móveis então já viram e já entenderam e me perdoaram por não aparecer aqui né rs. Ter bebê é bom, é ótimo mas dá um trabalho...e juro (me julguem) mas ele não é um bebê normal kkkkkkk hiperatividade é pouco, o menino não dorme durante o dia (nem durante a noite diga-se de passagem), pra ele uma soneca de 20min equivalem ao sono de uma semana recuperado, diz o pediatra que é normal mas ainda tenho lá minhas dúvidas, fora o fato que é um bebê, não adianta falar não e brigar que 5 minutos depois lá tá ele fazendo a mesma coisa. Dias desses estava quase em cima da mesa porque aprendeu a escalar o sofá, subiu no braço do sofá e estava lindo e belo levantando a perna pra ir pra la, fora o fato de tudo querer quebrar e tacar no chao, seja o celular, o computador ou o controle remoto, o que a gente deixar dando bobeira e claro um paladar um tanto exótico tipo comer formigas e lamber o chão ou a sola de chinelos...enfim a lista é enorme, mas se você ainda não tem filhos, não desista..parece difícil mas tem o lado bom rs
Peço desculpas pra quem está me contatando por facebook mas assim, existem duas situações, uma que ás vezes demoro pra conseguir dar uma mão mas faço isso com prazer na medida do possível. A outra situação é um tanto chata e tem acontecido bastante. Algumas pessoas acham que a gente tem obrigação de ajudar e nem bem mandam um oi tudo bem e ja vem a enxurrada de perguntas, portanto vou listar algumas aqui e escrever as respostas padrão pra não ter mais que responder inbox ou ignorar esse tipo de pergunta que é o que tem acontecido. Não é por nada mas é super chato quando a pessoa é mal educada ou seca, poxa a pessoa nunca me viu e ja manda assim "oi, estou namorando com um argelino de tal cidade e vou pra lá conhecer a família dele e quero que você me diga o que preciso levar, quanto de dinheiro preciso, qual roupa levar, como me comportar e principalmente árabes são confiáveis?" uffa calma...parece piada mas é assim que as mensagens vem, daí pra pior, essa ainda foi simpatica rs então vamos la:
-"estou namorando com um argelino de tal cidade" - primeiro ponto e o principal ao meu ver...o google tá aí pra ajudar a gente, não custa nada a pessoa pesquisar um pouquinho sobre a cidade, os costumes e etc. A Argélia é grande e cada cidade tem a sua particularidade. Acreditem ou não mas é a cidade que vai dar todas as outras respostas.
- "vou lá conhecer a família dele" - ok...a família sabe que você existe? se souber, sabe que você vai ficar hospedada la? você vai ficar em hotel? primeira coisa é saber como o esquema da família funciona. Creiam ou não sim existem os que prometem hospedagem porém a família nem sabe da existencia da menina e quando ela chega tem que recorrer a um hotel, portanto ir preparada pra imprevistos é uma boa. Ninguém espera que algo vá dar errado e nem torcemos pra isso, mas não custa nada se previnir e evitar stress desnecessário.
- o que preciso levar: desculpa mas não sei, não conheço teu estilo, teu guarda roupas, o que você tem ou não tem. Aí também entra o lance da cidade, tem cidades que são pequenos vilarejos que vão se espantar com uma calça jeans com blusinha e tem cidade que você pode usar mini saia que não dá nada, tudo vai de pesquisar e usar o bom senso...e claro ver em qual estação você vai..não esquecendo que o clima lá é o contrário do daqui, aqui é inverno lá é verão e vice versa, e realmente lá verão é verão tem cidades que chegam a 45º fácil, e quanto mais perto do deserto mais quente e no inverno é muito frio com direito a neve e ruas bloqueadas sem o pessoal conseguir sair de casa então vejam tudo isso antes de preparar as malas.
- quanto de dinheiro preciso - desculpa mas essa também não sei rs tudo vai depender de onde você vai ficar, se vai pagar hotel ou não, se vai ajudar nas despesas da família ou não, se vai querer trazer coisas pra cá de lembrança, tudo isso. O melhor é você estipular o quanto pode levar e dentro disso ir adequando as necessidades, não adianta eu te dizer pra levar 2000 euros se você só consegue levar 1000. Lembrando só que deve-se levar em euro ou dólar e que lá se fizer a troca no banco perde-se muito dinheiro, então o melhor é ter um argelino de confiança que possa ir na rua (existem ruas em todas as cidades que o mercado negro de troca de dinheiro rola solta) pra fazer essa troca pra você. E sabendo que um salário médio lá gira em torno de 300/400 euros também já dá mais ou menos pra saber quanto é o mínimo a se levar.
- como se comportar - você é quem deve saber rs
- (a pior de todas) árabes ou muçulmanos são confiáveis? - eu até hoje não entendi juro porque raios algumas pessoas acham que árabe ou muçulmano (ou os dois) são seres iluminados que vem sem defeito de fábrica..gente árabe, muçulmano, japonês, brasileiro, cristão, espírita é tudo a mesma coisa, somos seres humanos, erramos e acertamos, temos defeitos e qualidades. Em todo lugar tem gente boa e gente que não presta. Pelo amor de Deus parem de endeusar os homens árabes/muçulmanos porque eles já sabem que a maioria das mulheres acham que eles são perfeitos e se aproveitam e muito disso
Enfim acho que é isso, prometo que vou tentar estar mais presente apesar que tenho certeza que pelo o que relatei vocês já estão com dó de mim e vou ser perdoada caso suma kkkk mas Ramadan vem aí e vou ver se consigo algumas dicas e receitinhas.
Ahhhhh e não menos importante....não estou dizendo pra não me mandarem mensagem no face, não é nada disso...só esse tipo de pergunta muito pessoal me desculpem mas não vou mais responder, nem coisas do tipo que listei e nem dizer se você deve ou não continuar o relacionamento. Somos todas adultas, conscientes e cada uma sabe de si..mas se precisarem de dicas sobre a viagem, onde visitar, comida, alguns costumes e etc tenho prazer em ajudar :)

8 de out. de 2014

Prestação de contas - parte III (final)

Bom vamos lá continuar a saga Brasil....depois de não receber o apoio do pessoal como ele imaginava (e como eu de certa forma imaginava tbm) começamos a andar com nossas próprias pernas. 
No final de outubro enfim demos entrada no RNE dele, fomos fazer o restante dos documentos e no dia 05 de novembro ele começou a trabalhar. Não é um bom trabalho pelo currículo dele, o salário é horrível (estou usando o "é" pq ele ainda está lá trabalhando) porém no momento que ele chegou sem falar 1 palavra de português foi o que apareceu e agarramos a oportunidade, o que foi bom pois logo em seguida veio o bebê e tudo mais e por mais que o salário seja pouco ele nos ajuda então hamdoulillah (graças a Deus) por tudo.
O emprego surgiu em um ótimo momento pois como eu disse antes meu marido estava se virando sozinho pela cidade o que depois da primeira semana já deixou de ser interessante e ele já não queria mais sair pois ficava perambulando sozinho só pra conhecer a cidade e em razão disso ele se fechou numa conchinha só dele, ficava em casa o dia todo estudando português pela internet e falando com a familia quando conseguia pois minha sogra e meu sogro não saber mexer em computador e dependem do meu cunhado e ele estuda e tal raramente eles conseguiam se falar. E o resultado foi qual? Meu marido quase caiu em depressão. Eu chegava em casa muitas vezes encontrei ele chorando, ele estava extremamente desacreditado e com a moral lá no pé pois não estava conseguindo cumprir com o papel dele de "homem da casa", por isso também agarramos a oportunidade de emprego por mais que seja fora de tudo o que ele já fez na vida.
Junto com o emprego tentamos resgatar nossa força porque aí nessa época já estavamos abalados com a gravidez rs..enfim, começamos a sair juntos, a programar o futuro e etc. Posso dizer que o fato dele começar a trabalhar foi marcante na nossa história aqui no Brasil, pois as coisas mudaram (não que a partir disso os problemas acabaram, mas parece que tinhamos uma motivação para resolvê-los).
Hoje ele ainda continua nesse emprego mas por tempo limitado se Deus quiser, pois está com o português bem melhor e agora também está estudando então conseguir alguma coisa melhor é questão só de tempo e um pouquinho de paciência. 
No geral, a única coisa que ele gostou aqui foi a cidade rs..de resto até hoje ele não engole muito não. Pra encerrar vou listar algumas coisas e fazer algumas observações (baseadas no MEU caso e como sabemos cada caso é um caso, não quer dizer que com o seu vá ser o mesmo. Conheço alguns argelinos que vivem aqui muito bem obrigado apesar desse não ser o caso do meu marido).

*uma coisa extremamente desvantajosa no nosso caso, a língua. Desde que viajei pra Tunísia, casamos, fiquei morando na Argélia nossa comunicação sempre foi em francês, e assim continua...eu simplesmente NÃO CONSIGO falar em português com ele..ele me cobra, minha familia tbm mas simplesmente não consigo. Não é má vontade nem nada mas foi um hábito que criamos e infelizmente ficou, e isso claro retarda o aprendizado de português dele.

PONTOS CRÍTICOS:

- Religião: por mais que o povo brasileiro seja super receptivo etc etc etc dificilmente alguém que viveu em país de maioria muçulmana vá se sentir a vontade aqui e pq? Pare e pense qual empresa/patrão tem um local apropriado ou até mesmo horários e a flexibilidade do funcionário poder parar para se lavar e orar nas orações obrigatórias (que dependendo do horário podem ser 2 ou 3 que a pessoa tem que fazer no trabalho), fora que as pessoas não entendem o porque desta prática ou ainda pedir pra sair toda sexta na hora em qu a oração deve ser feita na mesquita, que tal? rs
No trabalho dele meu marido na maioria das vezes consegue fazer as orações, se lavar e etc mas ainda é escondido e porque os outros funcionários "encobrem" ele. Para se lavar um dia um dos funcionários viu ele lavando o pé na pia (que é o único local que tem pra fazer isso) e fez um escândalo. Se você consegue ter essa pratica 100% parabéns, valorize muito o seu emprego, local de trabalho e chefe, pois eu mesma NUNCA consegui nem um local pra fazer escondido e nem mesmo sentada na minha mesa quietinha.
E essa coisa da religião pega e pega muito, é uma das razões claras para meu marido não curtir morar aqui.
- Alimentação: ainda falando de religião. Se o teu marido, namorado etc for muçulmano que leva as coisas bem a sério isso também será um problema, principalmente quando falarmos a palavra "carne" e porque? Bom você já deve ter ouvido falar em carne halal, alimento halal (se você ainda não conhece ou tem dúvidas clique aqui e aqui). E isso pra uma pessoa que foi criada em um local aonde podia comer de tudo sem se preocupar pode ser muito difícil e em primeiro tempo vai ser você a responsável pelas orientações sendo você muçulmana ou não. Aqui além de termos pouquissimos produtos halal disponíveis facilmente para consumo e mesmo as empresas que são certificadas (clique aqui e aqui para saber quais são) muitas vezes só são certificadas para exportação (meu marido por exemplo não come mesmo se a mãe dele dissesse que pode comer rs) temos o problema de ter muuuitos produtos que contém carne/gordura de porco (coisa que pros muçulmanos é proibido) e não pensem vocês que é fácil, que é só evitar carne de porco e seus derivados porque encontramos gordura de porco em algumas marcas de sorvete, em pães, bolos (quem nunca usou a banha de porco pra fritar alguma coisa ou deixar alguma massa mais "gostosa"?) e TUDO isso é extremamente PROIBIDO para um muçulmano (pensa que é fácil seguir o islam no Brasil? sabe de nada inocente rs) e tudo isso como eu disse acima é TUA responsabilidade, de cuidar do que ele come, de mostrar o que pode e o que não pode. Você pode não orientar? claro que sim, a consciencia é tua. conheço várias pessoas que simplesmente omitiram que a carne não é halal e não tem preocupação nenhuma com isso porque é mais fácil, porque imagina se eu vou ficar escolhendo marca de carne e etc..cada um é cada um e se você vai dormir tranquila sabendo que está prejudicando a pessoa que você ama por puro comodismo ok, sem problemas. 
Para facilitar um pouco nossa vida, nas grandes cidades existem açougues halal, geralmente aberto por algum árabe antigo na cidade que ele mesmo faz o abate da carne e vende, aqui em Curitiba tem um e é essa carne que consumimos, tanto a carne vermelha quanto o frango, e é isso que meu marido come quando vai ao trabalho (eu faço janta e ele leva marmita TODO DIA) pois ele não come nada fora de casa porque não confia em nada.
Claro que ás vezes acontece de sairmos e termos que comer fora, então se estamos no centro da cidade vamos a este mesmo local do açougue onde eles vendem também esfirra, kibe, shawarma e afins, senão optamos pelo peixe/frutos do mar. Quando vamos almoçar na casa de alguém nossa marmitinha de carne vai junto..estranho?pode ser mas acredito que as pessoas já tenham se acostumado.
- Roupas: bom, se você é muçulmana a chance de ter algum problema nesse quesito é pequena, pois você mesma já sabe como se portar e etc porém se você não é aí vamos conversar rs. Conheço certas pessoa que batem na tecla do "eu não vou mudar por ninguém, ele que se adapte", me desculpe mas ele não vai se adaptar neste quesito. Se você não abre mão do shortinho, sainha, decote, roupa justa e curta e sexy provavelmente terá que abror mão do namorado/marido pois sinceramente não conheço 1 muçulmano que se sinta a vontade/fique feliz/tenha orgulho de ter a mulher sendo comida pelos olhos alheios porque isso vai contra a religião dele, contra a cultura, contra aliás tudo que ele acredita e foi criado até hoje então sei que vai ter muita gente dizendo que ele TEM que aceitar, que aqui é Brasil, que ela é brasileira e etc mas posso dizer com toda certeza que talvez quando a coisa tiver no virtual ainda pode ate ser que ele tolere, porém quando a coisa passar pro real a chance disso acontecer é menos de 1%. Isso não quer dizer que você tenha que se vestir como uma muçulmana, usar véu, abaya, burca etc, não, nada disso, mas manere, aumente um pouquinho o comprimento das coisas, a largura também, moderação nunca é demais e é sim possível chegar a um meio termo que não fira nenhum dos dois.
E esteja aberta aos comentários muitas vezes sem noção do seu amado sobre as vestimentas alheias, o meu até hoje não se conforma com a leging e muito menos quando ela é usada por alguém meio avantajada digamos, também não deixa ahcar saia curta imoral, regata decotada também e etc mas com o tempo você se acostuma.

Eu acho que esses são os pontos mais críticos, claro que existem outros detalhes mas o que pesa mais é isso mesmo. vão ter também coisas que variam de país pra país que demoram até eles se acostumarem como leis, coisas bancárias, de previdência, imposto de renda, sistema médico e demais burocracias.

Agora uma coisa que acho que é geral de gringo que chega aqui é começar a amar os feriados e ver no calendário quando é o próximo kkkkk lá na Argélia existem 3 feriados, os 2 Eids e o dia da independência, e só...aqui é o 'paraíso" e meu marido adorou essa história...assim como também adorou comer manga, abacaxi (lá tem mas é muito caro), ficou embasbacado com a quantidade de tipos de banana e se assumiu um 'macaquinho", banana aqui não falta, mamão, abacate (desse ele não gostou), arroz e feijão é uma relação de amor e ódio rs, os preços ele acha tudo caro (tudo mesmo) porém não resiste a uma liquidação rs, enfim são vários detalhesinhos que quando a gente está longe nem imagina e muitas vezes nem pensa mas é bom pensar pra facilitar um pouco a vida de casado e ajudar a chegar no sonhado "felizes para sempre" (se é que isso existe).

E assim com esse texto enorme paguei a minha dívida com vocês, espero que tenham gostado e estamos aceitando sugestões de temas a serem abordados futuramente pelo blog que andava meio paradinho pela correria mas vamos ver se conseguimos retomar o ritmo de antes.

1 de out. de 2014

Prestação de contas - parte II

Continuando....estou devendo ainda a parte da adaptação do meu marido, então vamos la.
Chegamos ao Brasil no dia 19 de agosto de 2013, antes de virmos para Curitiba passamos alguns dias no Rio com alguns amigos, ele adorou todo mundo e claro que a cidade era uma novidade pra ele, porém mesmo assim ele achou tudo caro e não quis sair muito rs achou um absurdo o preço dos onibus para que pudessemos ir pra lá e pra cá então acabamos fazendo passeios por Niterói mesmo (onde ficamos hospedados na casa de uma amiga) e só 1 dia ou 2 fomos para o Rio mesmo, nem praia não rolou e ele no último dia já não estava mais gostando tanto assim da cidade. Não lembro quantos dias ficamos mas não foram muitos, acredito que uns 5 no máximo e logo viemos para Curitiba, chegamos tarde da noite e fomos direto dormir. 
No outro dia acordamos cedo e fomos já correr atrás da papelada dele, registrar nosso casamento, ir na Polícia Federl porque pra variar não consegui agendar um horário no site etc, acho que aí que caiu a ficha dele que o ritmo aqui é outro rs entre uma burocracia e outra fui mostrando a cidade pra ele e mostrando os onibus que precisaria pegar, aonde não ir e etc pois em poucos dias eu sabia que ele teria que se virar sozinho. Com o passar dos dias ele foi pegando bem as dicas e quando eu voltei a trabalhar ele não teve problema nenhum para ir e vir sozinho mesmo ainda não falando 1 palavra de português.
Quanto a papelada deu tudo certo porém a Polícia federal daqui é super enrolada e para darmos entrada no RNE demorou mais de 1 mês, o que acarretou em meu marido não ter nem a menor possibilidade de procurar um emprego. Nós procuramos alguns bicos pra ele fazer nesse período mas não apareceu nada. 
Desse período de fim de agosto até dia 4 de setembro fiquei com ele e me empenhei o maximo possivel para que ele pudesse ter autonomia quando estivesse sozinho e no fim das contas percebi que isso foi uma coisa muito importante. Dia 04 comecei a trabalhar e foi a primeira vez em muito tempo que acontecia essa "separação", nos primeiros dias foi meio difícil (mais pra ele do que pra mim) porque afinal ele ainda estava em um local estranho e agora sem ninguém pra acompanhá-lo nos passeios.
Uma das primeiras coisas que ele fez sozinho foi ir a mesquita, e aqui fica não um alerta mas um comentário que talvez possa ajudar aguém. Quando pensamos em mesquita pensamos em uma comunidade (na sua maioria árabe, de estrangeiros ou decendentes) unida e preparada para dar uma mão para quem precisar, porém por favor ninguém pense que o seu estrangeiro chegou vai na mesquita vai fazer amigos e etc, pode até acontecer porém na maioria das vezes essa expectativa nos frustra e mesmo a eles, porque o que acontece é que eles vão, esperam uma boa recepção e isso não acontece e quando acontece a recepção é apenas para saber de onde ele veio, o que faz da vida (resuma-se essa frase em saber se ele veio com grana ou ñ) e porque está aqui e dependendo da resposta dele (que quase sempre vai ser que casou com uma brasileira e que está buscando um trabalho) as portas (e as caras) se fecham. A pequena chance que ele tem que talvez consiga se enturmar é ser da nacionalidade predominante na região...exemplo: aqui em Curitiba a comunidade é formada na sua grande maioria por libaneses, seguida de egípcios, marroquinos, palestinos e agora bastante sírios, ou seja se você é de alguma dessas nacionalidades provavelmente teu compatriota vai tentar pelo menos ser simpático com você e te dar algumas dicas maaaaas voltando a nossa realidade meu marido é argelino e aqui de argelino tem meia dúzia de gato pingado portanto na mesquita ele não recebeu apoio nenhum nem pra conhecer a cidade, nem pro idioma, nem pra não se sentir tão sozinho, nada de nada. 
Uma época ele estava conseguindo carona de um egípcio para ir até a mesquita e diversas vezes meu marido pediu pra ele poder indicar algum trabalho etc (não pediu pra ninguem dar emprego de graça ñ, mas queria uma ajuda pra achar o melhor caminho ou junto aos árabes ou algum lugar que aceitasse ele sem falar a lingua) mas nada, ao contrário dos egípcios que chegaram aqui depois que prontamente foram já encaminhados ou mesmo empregados pelos compatriotas (ñ eram parentes, conhecidos nem nada. Gente "estranha" que tinha acabado de chegar como meu marido). 
Não preciso nem dizer que isso desanimou e muito meu marido, pois lá nos países de origem todo mundo ajuda todo mundo mas parece que quando o "poder" sobe pra cabeça as pessoas esquecem um pouquinho esse princípio e a conclusão que tenho por experiência (claro que podem haver casos diferentes mas essa foi nossa realidade) é que não tragam seu estrangeiro com o pensamento de que o pessoal da mesquita vai ajudar ou que ah eu conheço um árabe e ele vai ajuda, pq o primo da vizinha da minha amiga é árabe vai ajudar...........sinto muito mas não conte com isso porque muitas vezes não vai não..aliás dificilmente vocês vão achar alguém que ajude na adaptação nesse início, portanto força e companheirismo porque nessa fase geralmente será só o casal mesmo pra passar todos os obstáculos.

Continua.....

19 de set. de 2014

Prestação de contas - Parte I

Olá pessoal estamos sumidas, podem brigar. Mas hoje estou aqui pra dar uma "prestação de contas" pra vocês afinal prometi posts que acabei não fazendo por falta de tempo/ânimo mas vamos lá. 
Há quase 1 ano atrás eu estava escrevendo este post aqui (clique aqui) e acabei prometendo que iria fazer um post sobre a adaptação do meu marido e acabei não fazendo. Nesse mesmo post contei pra vocês a novidade da minha gravidez e depois disso escrevi por cima sobre o nascimento do Hamza e prometi também um post sobre o parto, então vamos dar continuidade.
Sobre mim: tudo correu bem na gravidez, tirando a parte do parto que realmente foi um PARTO. Hamza nasceu no dia 12/05 uma segunda-feira as 18h e alguns minutos (ñ lembro bem agora). No domingo, dia anterior ao parto, estava me sentindo meio estranha e acabei ficando deitada/dormindo quase o dia todo pensei que fosse pelo cansaço pois no sábado fui sozinha bater perna no centro andei um monte mas enfim comprei a única coisa que ainda faltava que era o protetor de berço. Domingo tudo normal fora essa preguiça mas eis que na madrugada (uma e pouco da manhã) ,levantei para ir ao bwc e a bolsa estourou. Acordei meu marido pra contar e ele desesperado queria correr pro hospital (sabe de nada inocente rs) mas eu disse pra ele dormir pq eu não estava sentindo dor nada. Pra resumir senão vai dar uma novela fui pro hospital umas 4 e pouco da manha (quando as dores começaram a aumentar) e como eu disse ele foi nascer só 6 e pouco da tarde. Sofrimento demais com direito a indução, banho quente e graças a Deus a anestesia pra aliviar um pouco, porém a anestesia durou só em torno de 1h e quando eu tava com 9 de dilatação a dor voltou toda (claro q nada poderia ser fácil rs), depois disso me aplicaram outra anestesia e lascou tudo porque quando enfim cheguei nos 10 de dilatação não sentia absolutamente nada e não sabia nem quando teria que empurrar, então fiquei com uma enfermeira que ficou com a mão na minha barriga e me dizia quando a contração vinha e me dizia quando tinha que fazer força (pra mim foi muito bizarro, tanto a ponto de fazer eu rir no meio desse stress rs) e o parto em si foi digno de novela com direito a bebê "passando da hora", em sofrimento, com os batimentos fracos, 7 médicos na sala, oxigenio e bebê nascendo roxo de tudo e sem chorar..uffa acabou e depois de uns 20 minutos me trouxeram ele que não tinha tanta cara de joelho quanto eu pensei que teria rs enfim não preciso nem dizer que me apaixonei na hora, e hoje 4 meses e 1 semana depois continuo apaixonada e a cada dia mais. Sim ele é briguento, é stressadinho, é mimado mas conquista a todos com o sorriso lindo ou com as brincadeiras (agora ele aprendeu a fazer brrrrrrrr e baba em tudo inclusive em quem esteja perto rs). Estou de férias, a licença ja acabou e logo logo volto ao batente..como será? Não sei. DIFÍCIL com certeza mas necessário. Só estou com alguns problema porque ele não aceita leite artificial de jeito nenhum já tentei umas 5 ou 6 (Nestogeno, todos os tipos de Nan, Aptamil e um outro que esqueci o nome), creches muito caras porque as da prefeitura não pegam no final de ano, enfim, essas são minhas preocupaões no momento,coisas ligadas a maternidade rs as outras coisas aos trancos e barrancos vamos levando. Se alguém tiver alguma dica por favor estou aceitando tudo rs. 
Então é isso está aí o post pendente sobre meu parto e o próximo acho que é o mais esperado sobre a adptação do meu marido, agora após 1 ano e pouquinho da chegada dele..logo logo vou escrever tudo com detalhes rs.
Agora pra finalizar já que o post de hoje foi sobre ele, o marrentinho mais lindo da mamãe vou deixar umas fotinhos com a "evolução" dele nesses 4 meses pra vocês.